
Um estudo brasileiro publicado no periódico Dermatologic Surgery revelou que 17% das complicações tratadas por médicos após procedimentos estéticos realizados por profissionais não médicos resultam em sequelas permanentes. A pesquisa, conduzida com 1.058 médicos, incluindo dermatologistas, infectologistas e cirurgiões plásticos, destaca os riscos associados à realização desses procedimentos por profissionais sem formação médica adequada.
O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, a alta demanda e a falta de regulamentação eficaz têm levado profissionais não médicos a realizar tais procedimentos, expondo os pacientes a riscos significativos.
As complicações mais comuns observadas incluem cicatrizes, inflamações, infecções e necrose. Procedimentos como preenchimentos injetáveis e o uso inadequado de fios de PDO têm sido associados a riscos elevados, como cegueira e necroses, especialmente quando realizados por profissionais sem a devida qualificação.
Especialistas alertam para a necessidade urgente de uma regulamentação mais robusta e fiscalização rigorosa da prática de procedimentos estéticos, visando proteger a saúde dos pacientes e garantir segurança nos atendimentos.
Enquanto mudanças significativas não são implementadas, é fundamental que os pacientes adotem precauções ao escolher onde realizar procedimentos estéticos, verificando a qualificação dos profissionais e a adequação dos locais.