ONOFRE RIBEIRO
O ano de 2025 termina melancolicamente. Um ano duro. 2026 continuará duro, acrescido de um agravante: será um ano de eleições gerais em meio à recessão econômica.
Em 2025 o Brasil conseguiu a façanha de concluir o projeto de destruir o Estado brasileiro. Estado é a estrutura que governa a nação. Os poderes mais os organismos públicos formam o Estado. Por detrás, uma sociedade inteira trabalha pra sustentar os custos dessa imensa máquina pública. Ela perdeu completamente todas as virtudes obrigatórias do Estado. Desmanchou o equilíbrio entre os poderes a quem a Constituição Federal aprovada em 1988 determinou. Um governa, outro legisla e fiscaliza e o terceiro equilibra os dois.
2025 termina com os poderes morrendo em luta de vida e morte.
O Executivo por ganância de gastos, por corrupção e por abusos de todas as naturezas, desgoverna. O Legislativo reduziu-se a um balcão de negócios baratos. Tipo fim de feira. Espontaneamente abriu mão de todas as suas prerrogativas. O Judiciário passou a governar, legislar, julgar e controlar os outros dois poderes e vigia os cidadãos. Pra fazer isso, assumiu todos os defeitos dos dois outros poderes, como corromper, custar caro, autoritarismo, fazer e desfazer leis, além de comercializar no varejo e no atacado a justiça que deveria prestar à sociedade.
