
Há experiências que não são só vividas, são sentidas…e hoje, entre vinhedos elegantes, árvores centenárias e um sol tímido de verão filtrando por entre as folhas, vivi uma dessas experiências, a visita ao Chateau Ste. Michelle, em Woodinville, foi mais do que uma degustação, foi um encontro com a beleza, o sabor e até mágica, literalmente… eu sentada no terraço com vista para os jardins bem cuidados e floridos da propriedade, música leve e alegre ao fundo como um sussurro, fui recebida pelo Bob que parecia ter saído de um romance literário, sabe tipo o 50 tons já que estamos em Seattle, gentil, atencioso, simpático, conhecedor e mágico nas horas vagas.

Entre uma taça e outra, surgiam pequenos truques com rolhas e cartas, sorrisos ao redor e uma atmosfera que só o vinho pode criar sabe?! leve, encantado, vivo escolhi um wine tasting que tinham vinhos premium e uma visita aos vinhedos e jardins, começamos então com um espumante o Saint Michelle Brut, borbulhante e elegante como uma primeira impressão bem-feita. As notas de maçã verde e flores brancas dançavam na boca enquanto ele nos contava sobre o terroir de Columbia Valley onde os dias ensolarados e as noites frescas criam vinhos expressivos e cheios de personalidade. Na sequência, um branco memorável: o Chenin Blanc 2022, fresco e vibrante, com acidez equilibrada e um toque de pêssego que fazia par perfeito com o fim de tarde. Logo depois, o Chardonnay de reserva Ethos 2022 chegou como quem sussurra em tom baixo e elegante, com sua untuosidade delicada e notas de baunilha e carvalho bem integrado um verdadeiro abraço em forma líquida.

Passando para os tintos, o Cinsaut 2018 trouxe um caráter frutado e leve, quase brincalhão, antes do Syrah Snipes Mountain 2017 nos envolver com sua profundidade, especiarias e um final que parecia não querer acabar. E para fechar com chave de ouro, o Erica 2019 potente, estruturado e ao mesmo tempo sedoso um vinho que parece conter em si todas as estações do ano e da vida. Conclusão: O cenário? De filme. O serviço? Impecável. E a magia? Não só nos truques do atendente, mas no fato de que uma taça de vinho pode realmente transformar uma tarde comum em algo inesquecível. Levei na memória o sabor das uvas, o som das risadas ao fundo, o toque do vento no rosto. E confirmei, mais uma vez, que o vinho quando bem feito e bem servido é muito mais do que bebida: é narrativa, é afeto, é pura arte em estado líquido.



Até a próxima.

Alê, obrigada!!! Você está nos proporcionando maravilhosos relatos de viagem e ótimas sugestões de vinhos!!!
Aproveite bem a viagem!!!
Bjs