
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adquiriu 30 veículos de luxo da marca Lexus para o transporte de seus ministros em Brasília. Cada unidade do modelo ES 300H, um sedã híbrido com motor a combustão de 2.5 litros e propulsor elétrico, custou R$ 346,5 mil, totalizando R$ 10,39 milhões. Embora a Corte tenha 27 ministros, a compra incluiu três carros a mais que o necessário, decisão formalizada em documento assinado pelo diretor-geral Gustavo Caribé de Carvalho em 25 de agosto.
A aquisição ocorre poucos dias depois de o TST ser alvo de críticas nas redes sociais por contratar, ao custo de R$ 1,5 milhão em dois anos, uma sala VIP no aeroporto de Brasília para uso dos ministros.
Segundo estudo técnico disponível no site do tribunal, outras opções foram consideradas, como o Honda Accord (R$ 332,4 mil), o BYD Seal elétrico (R$ 310,7 mil) e o Toyota Camry (R$ 344,1 mil). Apesar do Lexus ter sido orçado inicialmente em R$ 396 mil, o preço final ficou abaixo dessa estimativa. O documento cita normas internas e resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para justificar a substituição de veículos com mais de sete anos, classificados como “inservíveis” e “antieconômicos”.

Ainda conforme o estudo, a renovação da frota integra o Plano Estratégico Institucional 2021-2026 e visa “reforçar a imagem do TST perante a sociedade”. O tribunal não respondeu até o fechamento desta edição sobre o motivo da ampliação da compra para 30 veículos.