
A investigação aberta em maio pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura supostas ações contra autoridades, contra a Corte e agentes públicos, além de tentativas de obter sanções internacionais contra o Brasil. Segundo Moraes, essas iniciativas teriam como objetivo prejudicar o andamento do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado.
O pastor Silas Malafaia, que organizou a manifestação de apoio a Bolsonaro realizada em 3 de agosto — na qual o ex-presidente participou por meio de vídeo transmitido nas redes sociais de terceiros —, voltou a se manifestar nesta quinta-feira (14) em vídeo publicado nas redes sociais. No registro, ele afirmou que o ministro do STF “deveria sofrer impeachment, ser julgado e preso”.
Em áudio enviado à reportagem da Globo News, Malafaia afirmou não ter sido oficialmente comunicado sobre qualquer investigação. “Isso que você está falando pra mim é uma novidade incrível (…) Por acaso eu tenho algum acesso à autoridade americana? Ou isso é mais uma prova inequívoca de que o Estado democrático brasileiro está sendo jogado na lata do lixo, comandado pelo ditador da toga Alexandre de Moraes, que promove perseguição a qualquer um que fale? Que democracia é essa, gente?”, declarou.
O caso segue sob investigação, enquanto o STF acompanha possíveis ameaças e ações contra suas autoridades e contra o processo que envolve o ex-presidente.