
Na quinta-feira, dia 14 de agosto de 2025, Estados Unidos e Paraguai firmaram um acordo bilateral que busca aprimorar os trâmites de pedidos de asilo, conter a imigração ilegal e reforçar a segurança nas fronteiras, fortalecendo a cooperação estratégica entre os dois países.
Uma das medidas centrais do acordo é a criação de um centro antiterrorista na região da Tríplice Fronteira, onde Paraguai, Brasil e Argentina se encontram. O centro contará com agentes treinados pelo FBI e terá como foco a vigilância e o combate a membros do grupo Hezbollah e do crime organizado.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a iniciativa demonstra a capacidade de ambos os países de atuar de forma conjunta contra ameaças à segurança nacional, incluindo a migração ilegal. Além disso, cartéis de drogas e grupos narcoterroristas que utilizam o espaço aéreo e as águas internacionais para traficar substâncias também estarão no radar da nova estrutura.
O acordo também prevê que o presidente Donald Trump assinou uma ordem secreta ao Pentágono, autorizando o uso de força militar americana contra cartéis de drogas latino-americanos em território estrangeiro, incluindo ações em solo e em mar aberto.
Investimentos e estrutura
De acordo com autoridades paraguaias, o centro antiterrorista envolverá a construção de um complexo militar com tecnologia de ponta, abrigando até 120 militares. O investimento previsto é de cerca de 10 bilhões de guaranis, equivalente a aproximadamente R$ 7 milhões, destinados à estrutura, equipamentos e logística.
O ministro da Defesa do Paraguai, Óscar González, ressaltou a importância geopolítica da Tríplice Fronteira, destacando que a região é estratégica e que há esforços constantes para fortalecer a presença das Forças Armadas. Já o ministro do Interior, Enrique Riera, comentou sobre a “significativa cooperação internacional” em segurança e mencionou que o FBI deverá estabelecer bases de treinamento na região.