
O crime brutal que vitimou José Manoel Souto, em Peixoto de Azevedo, expõe mais uma vez a vulnerabilidade de muitas cidades do interior de Mato Grosso diante da violência armada. A execução dentro da própria residência, com múltiplos disparos no rosto e no tórax, sugere frieza e possível motivação de acerto de contas.
Um ponto que chama atenção é o fato de populares terem entrado na casa antes da chegada da Polícia Militar, o que pode ter comprometido elementos importantes da cena do crime. Esse comportamento, ainda comum em localidades menores, muitas vezes atrapalha a investigação e retarda a elucidação dos fatos.
O uso de munição calibre .40, geralmente associada a forças de segurança, também deve ser observado com atenção, pois pode indicar acesso a armamento restrito ou desviado.
Mais do que um registro policial, casos como este levantam a necessidade de maior presença do Estado, tanto no policiamento ostensivo quanto em investigações rápidas e eficazes. A morte de José Manoel não pode entrar para as estatísticas sem resposta — é fundamental que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.