
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Vigia das Águas, que investiga um esquema de comercialização ilegal de peixes na Feira do Porto, em Cuiabá. Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante e cerca de três toneladas de pescado foram apreendidas. O material será destinado a instituições de caridade.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco em residências e quatro em empresas localizadas em Cuiabá e Várzea Grande. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e conta com apoio da Sema, Indea, Politec e Polícia Militar, mobilizando 40 agentes e 17 viaturas.
As investigações tiveram início em dezembro de 2024, com base na Lei Estadual do Transporte Zero (nº 12.197/2023), que proíbe a comercialização de pescados nativos dos biomas de Mato Grosso. Na ocasião, autos de infração encaminhados pela Sema apontaram indícios de irregularidades na Feira do Porto.
A análise fiscal revelou divergências entre os volumes de peixes adquiridos e comercializados, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para mascarar transações. Também foram identificados indícios de sonegação de impostos e crimes contra a administração pública ambiental.
“Nessas investigações, acabamos encontrando também outros crimes. Nesta ocasião, por exemplo, deparamos com crimes contra a administração pública ambiental e contra a fazenda pública estadual”, destacou a delegada Liliane Murata, titular da Dema.
O nome da operação faz referência à expressão “vigia bonito”, associada à abelha Mandaçaia, considerada guardiã da colmeia. De forma simbólica, “Vigia das Águas” representa a proteção dos rios, lagos e baías do Pantanal, essenciais para a preservação da fauna, flora e comunidades humanas.