Um homem viveu momentos de pânico ao tentar acender um rojão durante uma celebração e acabar provocando um acidente que, por pouco, não terminou em tragédia. Sem perceber, ele posicionou o artefato de cabeça para baixo e, quando notou o erro, já não havia tempo suficiente para reagir. O rojão explodiu próximo ao corpo, gerando um forte estrondo e espalhando faíscas ao redor.
Segundo testemunhas, a explosão aconteceu poucos segundos após o acendimento. O homem conseguiu se afastar a tempo e sofreu apenas ferimentos leves. Ainda assim, o risco foi elevado. Caso a explosão tivesse atingido diretamente as mãos, o rosto ou o tórax, o acidente poderia ter provocado queimaduras profundas, fraturas ou até amputações.
Situações como essa são frequentes, principalmente em períodos festivos, e acendem um alerta entre profissionais da saúde. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Rui Barros, chama atenção para a gravidade desse tipo de ocorrência. Segundo ele, os fogos de artifício estão entre as principais causas de lesões severas nas mãos todos os anos, muitas delas irreversíveis e com impacto permanente na funcionalidade do membro.
O médico ressalta que o manuseio inadequado é o principal fator de risco nesses acidentes. Segurar rojões ou fogos diretamente com as mãos é uma prática comum, porém extremamente perigosa. Um simples descuido ou falha no funcionamento do artefato pode resultar em fraturas expostas, queimaduras profundas e amputações.
Especialistas reforçam que fogos de artifício devem ser utilizados apenas de acordo com as instruções do fabricante, sempre apoiados em superfícies firmes e adequadas, nunca diretamente nas mãos. Em casos de acidentes, a recomendação é procurar atendimento médico imediato, mesmo quando os ferimentos aparentam ser leves, já que lesões internas podem se agravar com o tempo.
