O cão Vivente, resgatado após ter sido enterrado vivo em uma cova no Residencial Alice Novak, em Cuiabá, morreu na madrugada desta quarta-feira, dia 8, depois de sofrer duas paradas cardíacas enquanto estava internado em uma clínica veterinária. O animal havia sido encontrado no sábado, dia 3, em uma operação que mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Cuiabá.
Sem raça definida e com cerca de seis anos de idade, Vivente apresentava características de mistura entre pitbull e vira-lata e chegou ao atendimento em estado extremamente grave. O quadro clínico era resultado de um longo histórico de maus-tratos, associado a doenças e a um processo infeccioso avançado que, segundo avaliação médica, já estava instalado antes mesmo do resgate.
A principal suspeita para a causa da morte é uma infecção generalizada. Conforme explicou a secretária adjunta de Bem-Estar Animal e médica veterinária, Morgana Thereza Ens, o organismo do animal estava profundamente comprometido. O agravamento levou à falência de órgãos como rins e coração, além do colapso do sistema imunológico, que já não conseguia reagir.
De acordo com Morgana, o trauma extremo provocado por ter sido enterrado vivo intensificou ainda mais o desgaste de um corpo já debilitado, acelerando o desfecho clínico. Mesmo com o atendimento contínuo, o quadro evoluiu rapidamente para uma condição irreversível.
Vivente estava sendo preparado para adoção, com planos de castração, vacinação e vermifugação. O mecânico Edson Martins, responsável por encontrá-lo durante o resgate, havia manifestado a intenção de adotá-lo após a recuperação.
O animal permaneceu internado sob cuidados integrais, com os custos arcados pela administração municipal. Durante todo o período, recebeu atendimento clínico especializado, acompanhamento veterinário e suporte necessário para aliviar o sofrimento causado pelos ferimentos e doenças.
Relatos apontam que o próprio tutor do animal seria o responsável por enterrá-lo em uma área de mata. No momento do resgate, Vivente estava coberto de terra, apresentava miíase, com larvas no corpo, e sinais de debilidade extrema.
