A inflação oficial do país encerrou 2025 em 4,26% após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrar variação de 0,33% em dezembro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representou aceleração em relação a novembro, quando o índice havia sido de 0,18%, e ficou abaixo do registrado em dezembro do ano anterior, que foi de 0,52%.
Mesmo acima do centro da meta de inflação, fixado em 3,0%, o índice anual permaneceu dentro do limite máximo de 4,5% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional, o que não ocorria desde o início do atual mandato presidencial. O resultado de dezembro também foi o mais baixo para o mês desde 2018.
A alta do IPCA no último mês do ano foi impulsionada principalmente pelo grupo transportes, que subiu 0,74%. Outros grupos que contribuíram para a inflação foram artigos de residência, com avanço de 0,64%, e saúde e cuidados pessoais, com 0,52%. O único grupo a registrar queda foi habitação, que recuou 0,33%.
No detalhamento mensal, alimentação e bebidas subiram 0,27%, vestuário teve alta de 0,45%, despesas pessoais avançaram 0,36%, comunicação ficou em 0,37% e educação apresentou variação de 0,08%.
Ao longo de 2025, a composição da inflação mostrou mudanças relevantes. O grupo habitação acumulou alta de 3,06%, bem inferior aos 6,79% observados em 2024. Educação, despesas pessoais e saúde e cuidados pessoais também tiveram elevação expressiva, com taxas de 6,22%, 5,87% e 5,59%, respectivamente. Esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação do ano.
Já o grupo alimentação e bebidas, de maior peso no índice, apresentou forte desaceleração, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio teve a maior contribuição para essa redução, com a inflação caindo de 8,23% no ano anterior para 1,43% no acumulado de 2025.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que serve de base para reajustes do salário mínimo e benefícios sociais, registrou alta de 0,21% em dezembro, acima dos 0,03% de novembro. No acumulado do ano, o INPC avançou 3,90%, abaixo dos 4,77% de 2024. Os produtos alimentícios subiram 2,63% em 2025, enquanto os não alimentícios registraram variação de 4,32%. O indicador reflete o custo de vida de famílias com renda mensal entre um e cinco salários mínimos.
