A ferramenta de inteligência artificial Grok, desenvolvida pela xAI e integrada à plataforma X, passou a limitar a geração e edição de imagens apenas a usuários com assinatura paga. A mudança ocorre após uma série de denúncias sobre o uso indevido da tecnologia para manipulação de fotos, incluindo casos envolvendo imagens de crianças.
A nova restrição passou a ser exibida diretamente aos usuários, informando que as funções de criação e edição de imagens estão disponíveis somente para assinantes, mediante pagamento e cadastro de cartão. A medida foi adotada em meio a um aumento das críticas sobre a facilidade com que a ferramenta vinha sendo utilizada para produzir imagens manipuladas sem consentimento.
Especialistas e organizações de proteção infantil apontaram que a tecnologia vinha sendo explorada para criar conteúdos sensíveis e até sexualizados, o que gerou forte repercussão internacional. O caso provocou reações de governos e autoridades regulatórias, especialmente na Europa, que passaram a cobrar mais rigor na moderação e na responsabilização das plataformas digitais.
Críticos afirmam que a decisão de restringir o acesso por meio de pagamento não resolve o problema central, que é a segurança no uso da inteligência artificial, e pode dar a impressão de que o recurso foi apenas transformado em um serviço exclusivo, sem garantias efetivas de prevenção a abusos.
A polêmica reacendeu o debate sobre os limites éticos das ferramentas de IA, a necessidade de regras mais claras e a obrigação das empresas de tecnologia em adotar mecanismos eficazes para impedir usos ilegais ou prejudiciais, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes.
