Joesley Batista
Uma reportagem do jornal The Washington Post revelou que Joesley Batista, fundador do grupo J&F, esteve em Caracas no fim de 2025 para participar de uma tentativa de negociação que buscava a saída de Nicolás Maduro do poder por meio de um acordo de exílio na Turquia.
Segundo a reportagem, a iniciativa ocorreu semanas antes da intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro em janeiro de 2026. Batista teria atuado como interlocutor informal em conversas que envolviam interesses estratégicos americanos em troca da retirada do líder venezuelano do poder.
Entre os termos apresentados estava a renúncia imediata de Maduro e a oferta de exílio seguro na Turquia, com garantias de que ele e sua família não seriam extraditados para os Estados Unidos. O pacote também incluía discussões sobre o acesso dos norte americanos a minerais críticos e ao petróleo venezuelano, além de uma possível ruptura da Venezuela com Cuba, aliada histórica do governo Maduro.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que, apesar das conversas, Maduro e sua esposa rejeitaram a proposta e demonstraram resistência às condições levadas por Batista. Com o esgotamento das tentativas diplomáticas e dos canais informais de negociação, o governo dos Estados Unidos teria optado pela ação militar que culminou na captura do presidente venezuelano em Caracas.
Procurados, representantes do grupo J&F não se manifestaram publicamente sobre a atuação de Joesley Batista nas negociações relatadas pelo jornal.
