O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu de cueca em fotos divulgadas nas redes sociais na noite deste domingo (11) pelo filho, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). As imagens foram publicadas junto a um comunicado que detalha o estado de saúde do ex-mandatário, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
De acordo com Carlos Bolsonaro, o médico responsável pelo acompanhamento do pai foi acionado após crises persistentes de soluço evoluírem para um quadro de azia constante, o que estaria comprometendo tanto a alimentação quanto o sono do ex-presidente. Segundo ele, os sintomas teriam se agravado nos últimos dias.

“A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu”, escreveu Carlos, ao atribuir o atual estado de saúde às consequências do atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Ainda conforme o ex-vereador, além dos problemas físicos, o ex-presidente enfrenta um abalo psicológico significativo, agravado pelo fato de permanecer sozinho em uma cela individual desde o início do cumprimento da pena.
Pedido de prisão domiciliar humanitária
Carlos Bolsonaro informou que a defesa protocolou, neste fim de semana, mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, até o momento a solicitação ainda não foi analisada pela Corte.
No pronunciamento, Carlos voltou a questionar as condenações impostas ao pai, alegando perseguição política. Ele também contestou a responsabilização de Jair Bolsonaro pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.
Condenação
A Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro por participação em uma tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados a ataques ao Estado Democrático de Direito. A pena foi fixada em 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
A decisão marcou a primeira condenação de um ex-presidente eleito por crimes contra a ordem democrática desde a promulgação da Constituição de 1988. Atualmente, Bolsonaro permanece preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, e segue inelegível, nos termos da legislação vigente.
