O ator Wagner Moura chamou atenção mundial durante a cerimônia do Globo de Ouro ao usar seu discurso de agradecimento para fazer uma crítica direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou como “fascista”. A fala ocorreu após o artista conquistar o prêmio de melhor ator em filme dramático por sua atuação no longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Ao subir ao palco, Wagner Moura celebrou a vitória histórica para o cinema brasileiro e fez questão de falar em português, exaltando a cultura nacional e o trabalho de artistas do país. Em tom emocionado, ele destacou a importância do cinema como ferramenta de reflexão social e política.
Na sequência, o ator abordou o passado recente do Brasil, mencionando o período da ditadura militar e afirmando que o país ainda carrega marcas profundas desse momento histórico. Segundo ele, a falta de enfrentamento adequado desse passado abriu espaço para o crescimento de movimentos autoritários, fazendo uma associação direta com o bolsonarismo.
A declaração teve ampla repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto admiradores elogiaram a postura do ator e a coragem de se posicionar politicamente em um evento de grande visibilidade internacional, críticos acusaram Wagner Moura de usar a premiação para promover discursos ideológicos.
A fala também provocou reações no meio político brasileiro, com manifestações de apoio e críticas vindas de diferentes espectros. O episódio reacendeu o debate sobre o papel de artistas em discussões políticas e sobre os limites entre arte, ativismo e premiações culturais.
Apesar da polêmica, a conquista de Wagner Moura foi celebrada como um marco para o cinema nacional, reforçando a presença do Brasil no cenário audiovisual internacional e evidenciando como a arte brasileira continua dialogando com temas sociais e políticos de forma intensa.
