Dormir em ambientes com temperaturas mais baixas pode trazer benefícios além do conforto térmico. Estudos científicos indicam que o frio durante o sono pode estimular o metabolismo e auxiliar no controle de condições como obesidade e diabetes, ao ativar mecanismos naturais do organismo ligados à queima de energia.
Um dos principais fatores envolvidos nesse processo é a chamada gordura marrom. Diferente da gordura branca, que armazena energia, a gordura marrom tem a função de produzir calor corporal, consumindo calorias. Quando o corpo é exposto ao frio, especialmente de forma contínua e moderada, esse tipo de tecido adiposo tende a ser ativado, aumentando o gasto energético mesmo em repouso.
Pesquisas observaram que pessoas que dormem em ambientes mais frios podem apresentar aumento na quantidade de gordura marrom e melhorias em indicadores metabólicos, como a sensibilidade à insulina e o controle da glicose no sangue. Esses efeitos são considerados relevantes no contexto da prevenção e do controle do diabetes tipo 2 e do excesso de peso.
Além disso, a exposição ao frio pode contribuir para ajustes hormonais que favorecem o equilíbrio do metabolismo, influenciando a forma como o corpo utiliza carboidratos e gorduras como fonte de energia.
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam que dormir em ambientes frios não deve ser encarado como solução isolada para emagrecimento ou tratamento de doenças metabólicas. Os benefícios tendem a ser modestos e dependem da associação com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono de qualidade. Também é importante evitar temperaturas excessivamente baixas, que podem prejudicar o descanso e a saúde.
Ainda assim, manter o quarto em uma temperatura levemente mais fria pode ser uma estratégia complementar para quem busca melhorar a saúde metabólica, aproveitando um recurso simples e natural do próprio organismo.
