O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta terça-feira (13) que o projeto de lei da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais ainda não foi protocolado na Casa. Segundo ele, a proposta deve ser encaminhada ao longo do dia para que os parlamentares iniciem a análise.
Diante da sinalização do governador Mauro Mendes (União) de conceder apenas o índice da inflação oficial, medido pelo IPCA, Russi disse que a reivindicação dos servidores é legítima, mas reconheceu limitações financeiras do Estado.
“Toda cobrança é legítima. A gente precisa ouvir, dialogar e ver como pode trabalhar. O Estado não tem condições de pagar todo esse percentual de uma vez”, afirmou.
Os servidores cobram a recomposição do passivo acumulado de 19,52%. Para Russi, o tema precisa ser tratado por meio de diálogo entre o Legislativo, o Executivo e o funcionalismo. Ele disse que a Assembleia deve votar ainda nesta quarta-feira (14) a proposta que for enviada pelo governo, para garantir a reposição já no mês de janeiro.
A declaração ocorre em meio à mobilização dos servidores estaduais, que não descartam greve caso não haja negociação. O Palácio Paiaguás ainda não encaminhou oficialmente o projeto.
A expectativa é de que o governo proponha apenas o IPCA de 2025, que fechou em 4,26%, abaixo do índice previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, de 4,56%.
Dados do Dieese apontam que, entre 2017 e 2025, a inflação acumulada foi de 58,03% pelo IPCA, enquanto os reajustes concedidos aos servidores somaram 32,22%, o que sustenta a cobrança por reposição integral.
