O ex-ministro Aldo Rebelo rompeu publicamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (29) e anunciou sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Democracia Cristã (DC). Ex-aliado histórico dos governos Lula e Dilma Rousseff, Rebelo fez duras críticas à atual gestão federal, especialmente à política ambiental e à relação do Executivo com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Aldo afirmou que o governo Lula estaria travando o desenvolvimento do país ao permitir que órgãos ambientais e de fiscalização atuem como entraves ao crescimento econômico. Segundo ele, instituições como Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Funai, Ministério Público e o Ministério dos Povos Indígenas estariam paralisando obras e investimentos estratégicos.
Para Aldo Rebelo, a responsabilidade final recai sobre o presidente da República. “Ou você remove os obstáculos para o crescimento ou o Brasil não vai sair do lugar”, afirmou, ao sustentar que Lula é corresponsável pelas nomeações e pela condução dessas políticas.
O ex-ministro também declarou que o presidente perdeu autoridade política e estaria refém do Supremo Tribunal Federal. De acordo com ele, o atual governo não consegue impor sua agenda ao Congresso Nacional e depende excessivamente de decisões do Judiciário. “O Brasil tem um governo sem autoridade, refém do STF e sequestrado pela sua própria fraqueza”, disparou.
Ainda segundo Aldo, esta seria a gestão que mais cedeu espaço ao Legislativo, governando de forma fragilizada e sustentada por decisões judiciais, e não por articulação política.
Durante a entrevista, o agora pré-candidato também defendeu uma anistia ampla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como forma de pacificação nacional. Para ele, o país precisa virar a página e concentrar esforços em pautas estruturantes. “Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não chega ao governo para botar o antecessor na cadeia”, afirmou.
Ao encerrar, Aldo Rebelo declarou que o Brasil precisa reunir forças para pensar no futuro e deixar de lado disputas que considera secundárias diante dos desafios nacionais.
