
Aos 18 anos, Isabella Karolina de Campos Siqueira Carmo ainda sonhava em ser psicóloga. Em 2016, recém-chegada a Florianópolis após a separação dos pais, a jovem cuiabana encontrou trabalho como balconista em um café do Centro Integrado de Cultura (CIC). Era dali que ela tirava pouco menos de R$ 2 mil por mês, dinheiro que ajudava a custear os livros para o cursinho pré-vestibular.
O destino, no entanto, já reservava outro caminho. “Ela ficou com a gente em 2016. Um gerente começou a incentivá-la a procurar uma agência. Bella tinha algo incomum, além de ser muito bonita. Ela encantava os clientes com seu sorriso e simpatia”, recorda Juliano Becker, proprietário do Café Barió, em entrevista ao jornal Extra.
Pouco tempo depois, Bella passou a se envolver com fotografia e publicidade. O dinheiro de cada trabalho era calculado milimetricamente para se manter em São Paulo, onde ingressou na Academia Internacional de Cinema (AIC). A ideia de estudar Psicologia foi deixada de lado diante da paixão pelo universo artístico.
A primeira chance na televisão viria em 2020, com “Malhação: Transformação”, que acabou cancelada pela pandemia. A frustração não a fez desistir. Dois anos depois, Bella conquistou projeção nacional em “Pantanal” (2022), interpretando a personagem Muda. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Melhores do Ano.
Desde então, a ascensão foi meteórica: ela brilhou em “Vai na Fé” (2023) e, em 2025, assumiu o desafio de viver a ambiciosa Maria de Fátima no remake de Vale Tudo.
“Costumo usar o exemplo dela nos treinamentos que faço. Não importa onde você começa, mas como se dedica e se comporta. De um simples emprego servindo cafezinho, Bella chegou ao estrelato numa novela da Globo”, destacou Juliano Becker, ex-chefe da atriz.
