As profissões ligadas à tecnologia lideram a lista dos empregos que mais devem crescer no Brasil em 2026. É o que aponta o levantamento anual “Empregos em Alta”, divulgado pelo LinkedIn nesta quarta-feira (7), com base na análise de milhões de vagas ocupadas entre 2023 e 2025.
No topo do ranking aparece o cargo de engenheiro(a) de inteligência artificial. O crescimento da função é impulsionado pela popularização de modelos de linguagem, automação de processos e soluções baseadas em dados, que deixaram de ser exclusivas do setor tecnológico e passaram a impactar diversas áreas do mercado de trabalho.
De acordo com o estudo, mais da metade das 25 profissões listadas possui relação direta com tecnologia, engenharia, análise de dados ou uso intensivo de ferramentas digitais. Funções como especialista em dados, engenheiro de confiabilidade e analista de eficiência energética refletem a busca das empresas por maior precisão, redução de riscos e otimização de processos.
A área da saúde também segue em trajetória de crescimento. Cargos como auxiliar de enfermagem, técnico em microbiologia e coordenador de pesquisa clínica aparecem entre os que mais avançam, movimento associado ao envelhecimento da população, à ampliação do acesso a diagnósticos e ao fortalecimento das pesquisas clínicas no país.
Outras profissões de destaque
O ranking também evidencia a valorização de funções ligadas ao planejamento e à gestão, como planejador financeiro, gerente de planejamento estratégico e gerente de desenvolvimento de negócios. Segundo o LinkedIn, esses profissionais se tornam cada vez mais estratégicos em cenários econômicos instáveis, nos quais a análise de dados e a visão de longo prazo são essenciais para a tomada de decisões.
O estudo aponta ainda que o trabalho remoto ou híbrido é mais comum em cargos das áreas de tecnologia, dados, marketing e planejamento. Já funções industriais, laboratoriais e operacionais seguem predominantemente no modelo presencial.
A lista foi elaborada a partir do Gráfico Econômico do LinkedIn, considerando critérios como crescimento consistente dos cargos, volume relevante de vagas e aumento significativo até 2025. Estágios, trabalhos temporários e funções muito concentradas em poucas empresas ficaram fora da análise.
