
O mistério em torno do desaparecimento de José Wallefe dos Santos Lins, de 28 anos, chegou ao fim nesta quarta-feira (20). Apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Maceió (AL), ele foi encontrado morto em uma área de mata no Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande. O corpo estava enterrado em uma vala na região conhecida como “Lagoa do Arcanjo”, apontada pela polícia como local de desova utilizado por facções criminosas.
Wallefe havia sido sequestrado no dia 9 de agosto junto com a esposa, Ariane da Silva Cerqueira, de 27 anos, o filho do casal, de apenas 1 ano, e a amiga da família, Gabrielly Silva de Jesus. A ação foi atribuída a membros do Comando Vermelho (CV), facção rival ao PCC.
No dia 14, a Polícia Militar resgatou Ariane e o bebê em uma operação. A mulher apresentava ferimentos por todo o corpo e o braço direito fraturado. A criança, por sua vez, não sofreu lesões. Gabrielly continua desaparecida.
A descoberta do corpo de Wallefe só foi possível após denúncia anônima recebida no último dia 14, que indicava a existência de corpos enterrados na região. Após 11 dias de buscas, equipes da Polícia Civil localizaram a vítima nesta quarta-feira.
Segundo as autoridades, Wallefe possuía mais de sete passagens criminais, incluindo homicídios, e exercia liderança do PCC em Maceió, fator que teria motivado sua execução pela facção rival.
Relembre o caso
No dia 9 de agosto, José Wallefe, Ariane, o filho do casal e Gabrielly foram sequestrados em Várzea Grande. Durante cinco dias, a família permaneceu em poder dos criminosos. No dia 14, a esposa e a criança foram libertadas em ação policial, mas o líder do PCC e Gabrielly não tiveram o mesmo destino.
Agora, com a localização do corpo de Wallefe, as investigações seguem focadas na busca por Gabrielly e na identificação dos autores do crime, considerado pela polícia como mais um episódio da guerra entre facções rivais que disputam território na região.