As análises de DNA realizadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram a presença do material genético do suspeito nos vestígios biológicos coletados no corpo e nas vestes da vítima de um crime sexual ocorrido em Várzea Grande.
De acordo com a coordenadora de perícias em biologia molecular, Rosangela Ventura, o resultado obtido após o processo de extração total demonstrou compatibilidade entre o perfil genético do suspeito e o material encontrado tanto na vítima quanto em suas roupas. “Esse grupo de materiais, tanto do corpo da vítima quanto das roupas usadas durante o fato, apresentou a presença de material biológico do agressor, que corresponde geneticamente ao perfil do suspeito”, afirmou.
O exame também confirmou a presença do cromossomo Y — marcador da linhagem masculina — nos vestígios analisados. Com a confirmação, o perfil genético será inserido no CODIS (Combined DNA Index System), banco nacional de perfis genéticos que permite confrontar amostras com outros casos em investigação.
A Politec informou que prosseguirá com as etapas de extração diferencial e inserção definitiva do perfil no sistema, ampliando as possibilidades de identificação em crimes correlatos. A instituição reforça ainda a importância de que vítimas de violência sexual procurem atendimento pericial o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas após o crime, para aumentar as chances de coleta e preservação dos vestígios.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 20 de outubro, na região da Estrada da Guarita, em Várzea Grande. A vítima, uma jovem de 21 anos, relatou que foi abordada por Daferson da Silva Nunes, de 36 anos, que se apresentou como mototaxista e se ofereceu para levá-la para casa. Durante o trajeto, ele desviou o caminho e a levou até uma área de mata, onde cometeu o estupro.
Após conseguir ajuda, a jovem procurou a Polícia Civil e foi encaminhada para atendimento na Politec, onde foram realizados exames e coletados vestígios biológicos. Testes presuntivos já haviam apontado a presença de sêmen nas amostras coletadas.
O suspeito negou o envolvimento e chegou a registrar um boletim de ocorrência por difamação, mas foi encontrado morto dois dias depois, em 22 de outubro, próximo ao Distrito do Sucuri, em Cuiabá. O corpo estava com mãos e pés amarrados e apresentava marcas de disparos de arma de fogo na cabeça.
O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Judiciária Civil, com as análises complementares conduzidas pela Politec.
