
Amanda Barcala é graduada em Design de Moda, com sólida formação complementar voltada para o aperfeiçoamento técnico e criativo
Eu sou Amanda Barcala,
Sempre fui apaixonada pela maneira com que tecidos e fios conseguem ser projetados em roupas e criações. E me encanta perceber que moda não é apenas vestir: é linguagem. Vamos juntas desmistificar esse universo?
Hoje, a grande novidade não está em inventar algo completamente inédito, mas em reforçar a moda como forma de expressão.
Cada Maison de Alta Costura conta sua história na passarela com styling, música, luzes e modelagens, tudo pensado para transmitir uma mensagem.
Ainda assim, existem macro tendências, direções amplas que orientam todo o mercado. Na última temporada vimos dois caminhos opostos que se misturam no cotidiano da mulher contemporânea:

A Força da Alfaitaria

Vimos uma mulher que veste o blazer como uma armadura. Ela é a mulher que é cheia de força e dona de si, que ocupa espaço no trabalho, nos negócios e na vida, com segurança e presença.
Na passarela a alfaiataria reinou!
Isso se traduziu no estilo office look (estilo de escritório) com muitos ternos, blazers, coletes, camisas oversized (aquelas maiores e mais largas, com ar de peça masculina), saias lápis e muuuuuitas gravatas femininas.
Ombros projetados, cortes retos, pregas, risca de giz e listras de todos os tipos reforçaram esse discurso de poder, marcando bem as estruturas retas.
Confesso que, ao assistir, lembrei da primeira vez que recorri a um blazer para dar segurança e autoridade. A roupa realmente fala antes de nós.
A Delicadeza da Transparência

Em contraste completo, outra narrativa tomou forma: tecidos tão leves, quase etéreos, misturando antigos códigos de feminilidade. Eram deusas desfilando em sedas, organzas, tules, rendas e cetins.
Todos eles usados em camadas, drapeados, babados e amarrações, revelando as curvas de maneira discreta e romântica. Estampas Florais em tons suaves ou bicolores, poás arredondados trouxeram à tona o lado doce e quase vulnerável dessa mulher.
É o Girly, ou hiperfeminino, que se manifesta como uma poesia em movimento.

Essas duas forças, poder e delicadeza, se unem pois se apresentam em uma mesma mulher que é profissional,
mãe, esposa e que corre atrás do seus sonhos, tudo ao mesmo tempo.
Na próxima semana, vou te mostrar como traduzir essas tendências para o seu capital visual. Mas até lá, quero
saber:
Qual estética você se sente mais conectada a força da alfaiataria ou a feminilidade dos tecidos fluidos?
@amandabarcala
ATÉ A PRÓXIMA!

Ansiosa aguardando a próxima semana pra ler sua coluna, sempre que no trabalho quero me sentir poderosa eu coloco blazer também! Parabéns pela coluna!
Obrigada, Débora!
O blazer realmente tem esse poder instantâneo de transmitir força e presença — e é maravilhoso que você também sinta isso. Mas o mais incrível é que existem muitas outras formas de expressar esse poder, todas ligadas às suas próprias características únicas. Espero que, a cada coluna, eu consiga te ajudar a descobrir novas maneiras de valorizar o que já existe em você e que te torna tão poderosa.
Texto maravilhoso!!! Já esperando para aprender mais sobre esse universo que pode agregar tanto no nosso dia a dia.
Já tive fases mais conectada com a força e segurança da alfaiataria e outras em que busquei mais aquele toque de feminilidade, mas percebi que não preciso abrir mão de um pelo outro. ☺️
Isso mesmo, Gabriela!
Quando entendemos quem somos de verdade, conseguimos transitar por diferentes estilos e tendências sem perder a conexão com a nossa essência. É justamente essa consciência que torna cada escolha tão autêntica e com a sua cara. 🥰