
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu com ironia, nesta quinta-feira (21), à possibilidade de ter seu visto para os Estados Unidos cancelado pelo governo de Donald Trump. O nome da parlamentar foi citado pelo jornalista Paulo Figueiredo como um dos que poderiam ser banidos do país, ao lado da cantora Anitta e do influenciador Felipe Neto, por supostos posicionamentos considerados “antiamericanos”.
Hilton afirmou que o cancelamento seria uma “honra” e revelou que já havia solicitado o fim do documento meses antes, após receber um visto masculino, o que considerou ofensivo por ser uma mulher transexual.
“Já estou ciente da ‘ameaça’ feita contra mim pelo foragido Paulo Figueiredo. Primeiramente, isso é uma honra, e eu mesma já havia pedido, meses atrás, o cancelamento do meu visto estadunidense. Ser proibida de visitar os Estados Unidos da América hoje, para mim, é equivalente a ser proibida de visitar a mansão de Jair Bolsonaro, local periculoso onde corro o risco de ser infectada pelos tóxicos fungos transmitidos pelo decrépito golpista”, escreveu nas redes sociais.
A deputada também negou que suas opiniões sejam contra os EUA e disse defender uma integração continental. “Sou completamente a favor da América. Uma América inteira, não só a do Norte. Uma América integrada, do Estreito de Bering à Terra do Fogo, baseada na justiça social, no respeito à soberania e na prosperidade para todos”, declarou.
Hilton, no entanto, destacou que sua crítica é direcionada ao ex-presidente republicano. “Deixo claro: sou 100% antiTrump. Pelos mesmos motivos que sou antipedofilia, anticorrupção, antigolpistas e anti-imperialistas. E, caso isso desagrade Paulo Figueiredo e seu aliado Eduardo Bolsonaro, que eles mordam as costas”, concluiu.
As declarações ocorreram após Figueiredo alertar Erika Hilton, Felipe Neto e Anitta sobre possíveis retaliações do governo Trump em relação às suas manifestações políticas.