A Heineken anunciou que o CEO Dolf van den Brink deixará o comando da companhia no dia 31 de maio, após seis anos à frente da segunda maior cervejaria do mundo. A decisão ocorre em um momento de queda nas vendas globais de cerveja e de maior pressão do mercado financeiro sobre os resultados da empresa.
Van den Brink construiu uma trajetória de quase três décadas dentro da Heineken e assumiu o cargo máximo em 2020. Durante sua gestão, a empresa enfrentou desafios como mudanças no comportamento do consumidor, aumento de custos operacionais e um cenário econômico internacional mais instável, fatores que impactaram diretamente o desempenho das vendas em mercados estratégicos.
A companhia informou que o executivo permanecerá no cargo até a data prevista para garantir uma transição organizada. Após a saída oficial, ele seguirá como consultor por alguns meses, auxiliando o conselho de administração no processo de sucessão e na continuidade da estratégia corporativa.
O anúncio ocorre em meio a resultados recentes abaixo das expectativas, especialmente nas Américas, onde a empresa registrou retração no volume de vendas. A situação também repercutiu no mercado financeiro, com reação negativa de investidores diante das dificuldades enfrentadas pelo setor cervejeiro.
Agora, o conselho da Heineken inicia a busca por um novo CEO, que terá como principal missão recuperar o crescimento da companhia e adaptar a estratégia global às mudanças no consumo e às condições econômicas atuais.
