A influenciadora digital e corretora de imóveis Elaine Seibel, de Sinop, retirou de suas redes sociais o vídeo de retratação pública que havia publicado após ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A exclusão do conteúdo ocorreu poucos dias depois da postagem, que ficou pouco tempo no ar.
Questionada pela reportagem nesta quarta-feira (17), Elaine afirmou que a remoção não foi voluntária. Segundo ela, houve uma nova exigência legal para que o material fosse refeito. “Não posso manter o vídeo porque exigiram que eu faça outro”, declarou.
A investigação teve início após a influenciadora publicar um vídeo que alcançou cerca de 1,5 milhão de visualizações, no qual incentivava empresários identificados com a direita a demitirem funcionários considerados “de esquerda”. A declaração foi feita logo após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando Elaine classificou esse tipo de demissão como “nada mais justo”.
No vídeo de retratação, a corretora aparecia lendo um texto formal no qual reconhecia que a perseguição ideológica no ambiente de trabalho é incompatível com a Constituição Federal e com a legislação trabalhista. O conteúdo, no entanto, foi retirado do ar logo após a publicação.
Em seu lugar, Elaine manteve e passou a publicar novos vídeos com desabafos sobre o processo. Nessas gravações, ela critica as exigências feitas pela Justiça e classifica o caso como exagerado. “Agora, se você dá uma opinião, você é investigado. O que está escrito no processo são verdadeiros absurdos, mas isso é Brasil”, afirmou, enquanto se dirigia a uma audiência com o MPT.
A influenciadora confirmou que foi obrigada a retirar o vídeo original de retratação. A investigação do Ministério Público do Trabalho apura possíveis práticas de assédio eleitoral e discriminação, condutas proibidas pela legislação brasileira.
A exigência de uma nova retratação, mencionada por Elaine, indica que o conteúdo anterior pode não ter atendido aos critérios de clareza ou de alcance estabelecidos pelas autoridades. Até o momento, o MPT não se manifestou oficialmente sobre a necessidade de refazer a peça de retratação.
