A Justiça de São Paulo absolveu Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, no maior processo já aberto contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, assinada nesta quarta-feira (10), reconheceu a prescrição dos crimes atribuídos ao líder da facção e a outros 174 acusados, extinguindo a possibilidade de punição.
O caso teve início em 2013, quando o Ministério Público apresentou uma denúncia extensa que mapeava a estrutura interna do PCC, apontando desde a cúpula até setores operacionais da organização. A investigação reunia interceptações, documentos, apreensões e análises consideradas, à época, um dos levantamentos mais completos já feitos sobre o crime organizado no país.
Apesar do volume de informações, o processo praticamente não avançou nos anos seguintes. Houve longos períodos sem movimentação significativa, o que levou o magistrado responsável a concluir que o prazo máximo previsto na legislação para julgamento já havia sido ultrapassado. Com isso, a ação foi encerrada sem qualquer condenação.
Mesmo absolvido nesse processo, Marcola permanece preso, pois responde a outras ações e já possui condenações anteriores. Ele segue detido na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.
