Os gastos com material escolar seguem sendo um dos principais desafios financeiros para famílias brasileiras com filhos em idade escolar. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro revela que 88% dos lares sentem impacto direto dessas despesas no orçamento mensal. Além disso, 84% dos entrevistados afirmam que a compra de itens escolares interfere em outras áreas, como lazer, alimentação e pagamento de contas.
Para mais da metade dos pais e responsáveis, o peso no orçamento é significativo. Segundo o levantamento, 52% consideram o impacto “bem grande”, evidenciando a dificuldade de equilibrar as finanças no início do ano letivo. Mesmo assim, a maioria das famílias não pretende abrir mão das compras: nove em cada dez brasileiros afirmaram que vão adquirir novos materiais escolares em 2024, incluindo uniformes e livros didáticos.
Diante dos altos custos, o reaproveitamento surge como estratégia para aliviar as despesas. O estudo aponta que oito em cada dez famílias planejam reutilizar itens do ano anterior, como mochilas, estojos e até cadernos, demonstrando maior preocupação com a economia doméstica.
O comportamento do consumidor também reflete cautela. Apesar do crescimento das compras online, 45% dos entrevistados ainda preferem lojas físicas como principal canal de compra. A pesquisa de preços é quase unânime: 90% afirmaram que consultam valores em diferentes estabelecimentos antes de fechar as compras. Para 56% dos pais, a lista de material escolar solicitada pelas instituições de ensino é considerada adequada.
Participação das crianças nas compras
Outro ponto de destaque do levantamento é a forte participação de crianças e adolescentes nas decisões de compra. Em 92% das famílias, os filhos participam da escolha dos materiais escolares. Em 45% dos casos, eles são responsáveis pela seleção da maioria dos itens. Entre crianças e adolescentes de 11 a 14 anos, o envolvimento é ainda maior, chegando a 95%, o que demonstra a influência crescente dos jovens no consumo familiar.
