Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB),
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quarta-feira, 10 de dezembro, que não houve qualquer articulação do governador Mauro Mendes (União Brasil) para influenciar a votação que manteve o veto ao projeto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A proposta previa reajuste de 6,8% para todos os servidores do Judiciário.
Segundo Max, a decisão partiu exclusivamente dos 24 parlamentares, que votaram “de forma consciente”, sem pressão externa. “Foi a votação do Parlamento. Cada deputado avaliou os motivos do veto e decidiu. O tema está superado”, declarou o presidente da Casa, reforçando que mais de 50 vetos do Executivo já foram derrubados ao longo da atual legislatura.
O governador havia vetado o reajuste sob justificativa de que o TJ condicionou o aumento a receitas futuras ou cortes em outras áreas, sem comprovação de capacidade financeira permanente. Para o Executivo, o impacto poderia gerar um “efeito cascata” e custar até R$ 1,6 bilhão caso fosse estendido a outros poderes, comprometendo investimentos em setores essenciais e pressionando a previdência estadual.
Com a manutenção do veto, o projeto é arquivado e o reajuste não será aplicado. O tema, segundo Max Russi, já está encerrado no Parlamento.
