
Vivida por milhões de católicos como caminho de preparação para a Páscoa, a Quaresma é marcada por 40 dias de oração, jejum e caridade. Mais do que um período de renúncias, líderes religiosos destacam que se trata de um tempo de transformação interior e renovação da fé, celebrado antes da Semana Santa.
À frente da Arquidiocese da Capital, o arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, explica que a Quaresma não deve ser associada à tristeza ou punição. Segundo ele, o período remete aos 40 dias em que Jesus permaneceu no deserto e representa uma oportunidade concreta de mudança de vida.
De acordo com o arcebispo, este é um momento propício para rever atitudes, agradecer pelas conquistas diárias e voltar o olhar às necessidades de quem vive em situação de vulnerabilidade. Para ele, a prática da caridade é uma manifestação prática da fé professada.
Nos últimos anos, novas formas de vivenciar a espiritualidade também têm ganhado espaço. A artesã Jairce Vasconcelos destaca a mobilização nas redes sociais, impulsionada por lideranças como Frei Gilson, que conduz o chamado Rosário da Madrugada com transmissões online que reúnem fiéis em oração.
Para ela, iniciativas digitais ajudam a tornar a experiência quaresmal mais consciente, indo além das práticas tradicionais, como a abstinência de carne, e incentivando estudo da fé, silêncio interior e propósito nas penitências.
Inf. Gazeta Digital