
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a guerra contra o Irã poderá durar de quatro a cinco semanas, mas ressaltou que o conflito pode se estender além desse prazo conforme as necessidades militares. Trump classificou a ofensiva como a “última e melhor chance” para eliminar o que considera uma ameaça nuclear representada pelo regime iraniano e interromper seu apoio a grupos considerados terroristas na região.
Durante uma cerimônia na Casa Branca, o presidente norte-americano destacou que as forças dos EUA já teriam eliminado a liderança iraniana em cerca de uma hora e que unidades navais dos Estados Unidos teriam afundado pelo menos dez navios do Irã. Segundo Trump, a operação militar tem como objetivos impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e neutralizar capacidades ofensivas que representem ameaça às bases americanas no Oriente Médio e à segurança de aliados.
O ataque conjunto liderado pelos EUA e por Israel contra o Irã começou no fim de fevereiro, com bombardeios que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de altos comandantes militares do regime, segundo relatos de mídia e agências internacionais. A resposta de Teerã não se limitou a retaliações pontuais: mísseis e drones foram lançados contra alvos israelenses e bases americanas no Oriente Médio.
Segundo relatos de imprensa, Trump e seus aliados declararam que a campanha ainda está “avançando substancialmente à frente do cronograma”, mas insistem que os ataques continuarão enquanto os objetivos definidos pela administração americana não forem alcançados.
Relatos recentes indicam que militares norte-americanos foram mortos e feridos na sequência das hostilidades, situação que Trump classificou como sacrifício inevitável no contexto de confrontos de grande escala. Ao mesmo tempo, ele criticou o histórico de negociações com Teerã, chegando a classificar acordos anteriores de não proliferação de armamentos como “horríveis”.
Apesar de projetar um cronograma relativamente curto de semanas para o conflito, especialistas alertam para as incertas consequências regionais e globais de uma guerra tão profunda no Oriente Médio. A tradição histórica do país e a complexidade geopolítica sugerem que desdobramentos após um confronto direto com o Irã podem ser difíceis de prever.
Trump também indicou que não pretende retomar negociações diplomáticas com Teerã no momento, apesar de menções a possíveis conversas com uma nova liderança iraniana em outras entrevistas.