
O diesel deve ser o primeiro combustível a sofrer reajuste caso se mantenha a alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio. O barril do Brent registrou valorização próxima de 10% e passou a ser negociado perto de US$ 80 neste domingo (1º), segundo operadores do setor.
Em Mato Grosso, o Sindipetróleo MT informou que, até o momento, a Petrobras não anunciou reajustes nas refinarias. Oficialmente, portanto, não houve alteração nos preços praticados pela estatal.
Apesar disso, a entidade alerta que a valorização das cotações internacionais como Brent e WTI — tende a pressionar o mercado interno. Isso porque parte do abastecimento brasileiro depende de importadores privados, que adquirem derivados com base no preço externo, além de considerar o câmbio e os custos logísticos. À medida que novos carregamentos chegam ao país com valores mais altos, o impacto pode ser repassado gradualmente ao consumidor.
Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa mais de 20% do petróleo transportado no mundo. Qualquer restrição na região pode provocar novas oscilações nos preços globais.
O diesel tende a sentir os efeitos mais rapidamente por ter maior dependência de importação. Já a gasolina pode sofrer pressão indireta, com reflexos também sobre o etanol, tanto pela competitividade nas bombas quanto pelo aumento dos custos logísticos em toda a cadeia de distribuição.
O presidente do Sindipetróleo MT, Claudyson Alves, ainda não comentou diretamente os possíveis impactos financeiros do conflito envolvendo Estados Unidos e Ira sobre o Brasil, mas o sindicato divulgou nota alertando para a possibilidade de aumento nos preços dos combustíveis no Estado.