O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas à Espanha nesta terça-feira (3) e anunciou a intenção de interromper totalmente as relações comerciais com Madrid, incluindo a imposição de embargos.
Apesar de elogiar o povo espanhol, classificado por ele como “fantástico”, Trump afirmou que o país “não tem uma grande liderança”. O presidente norte-americano também mencionou que, se necessário, Washington poderá recorrer a bases militares cujo uso teria sido restringido pelo governo espanhol.
Conflito se intensifica no Oriente Médio
Enquanto isso, o cenário no Oriente Médio se agravou no quarto dia de confrontos. Tropas de Israel realizaram ataques contra o prédio da Assembleia de Peritos, em Qom. O órgão é responsável por eleger o líder supremo do Ira e é composto por 88 membros. Até o momento, não há confirmação sobre quantos clérigos estavam no local no momento dos bombardeios.
Em resposta, Trump declarou à nova liderança iraniana que “é demasiado tarde” para negociações, após o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã rejeitar diálogo com Washington. Drones também atingiram a embaixada norte-americana em Riade, provocando um incêndio que foi posteriormente controlado. O presidente dos EUA ameaçou retaliação, afirmando que o Irã “vai descobrir em breve” a resposta americana.
O conflito se expandiu para o Líbano, com Israel realizando novos ataques contra alvos ligados ao Hezbollah, apoiado por Teerã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma “ação rápida e decisiva” e afirmou que buscará a “paz através da força”.
Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, justificou a decisão britânica de não participar da ofensiva, afirmando que não acredita “em uma mudança de regime a partir do céu”.
O governo iraniano anunciou ainda o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, e ameaçou atacar embarcações que tentem atravessar a região. A medida elevou a preocupação internacional quanto ao impacto nos preços do petróleo e do gás.
De acordo com a Cruz Vermelha, o conflito já provocou ao menos 787 mortes no Irã. Os Estados Unidos registraram seis vítimas até o momento. Informações foram divulgadas pela EuroNews.
