
A filiada do Partido Novo em Tangará da Serra, Irene Nogueira Lopes, tornou pública uma série de acusações envolvendo disputas internas na legenda e afirmou ter ingressado com representação na Defensoria Pública da União (DPU) por supostos danos eleitorais.
Segundo Irene, os fatos tiveram início durante o período de articulações para formação de chapa nas eleições municipais. Ela relata que o então integrante do grupo político, identificado como Salvino, teria sido questionado por membros sobre eventual existência de dívidas — indagação que, conforme destaca, teve caráter meramente informativo. “Perguntar se tem dívidas e comentar algo que outro diz, no intuito de informação, para saber quem estamos defendendo como político ou colocando no grupo, não é crime e nunca foi fator impeditivo”, sustenta.
VEJA DECLARAÇÃO- file:///C:/Users/55659/Downloads/declaraco_defesa_20-01-25.pdf
De acordo com a filiada, no mês de março o pré-candidato chegou a frequentar sua residência diversas vezes, mantendo postura cordial. Irene afirma, inclusive, que foi responsável pela filiação dele ao partido no dia 6 de abril, prazo final para registro de pré-candidaturas. “Se eu não quisesse no grupo, não teria filiado, ainda mais nos dias finais para filiar pré-candidatos”, argumenta.
Ela relata que a intenção inicial era que Salvino integrasse o grupo como pré-candidato a vice-prefeito. No entanto, segundo sua versão, houve uma mudança de postura após ele, supostamente, articular apoio político em Cuiabá. “Ele foi a Cuiabá e tomou o partido. No dia 20 de abril ficamos sabendo”, declarou.
Ainda conforme Irene, em reunião realizada na casa de um dos pré-candidatos, no mesmo dia 20, o clima se acirrou. Ela afirma ter sido alvo de ofensas verbais e ataques pessoais. Entre as declarações atribuídas ao então aliado, estariam comentários depreciativos sobre sua condição financeira, insinuações de vínculo partidário adversário e afirmações de que o grupo passaria a atuar como subordinado político dele. Irene sustenta que as falas tiveram conotação ofensiva e discriminatória, especialmente ao ser chamada de “petista” em tom pejorativo, em meio ao cenário de polarização política.
A filiada diz que questionou os demais integrantes sobre eventual apoio à pré-candidatura de Salvino e que, diante da falta de consenso, a reunião foi encerrada sem definição.
Ela acrescenta que, no dia 25 de abril, o pré-candidato teria ido até sua residência sem aviso prévio para tentar convencê-la a apoiá-lo na disputa majoritária, o que teria sido novamente recusado. Dois dias depois, segundo Irene, foi instaurado um inquérito envolvendo seu nome. Para ela, a medida representa retaliação política. “Estão agindo de má-fé para me condenar e me tirar de uma possível candidatura futura”, declarou.
No documento protocolado junto à DPU, Irene sustenta que as ações configurariam tentativa de prejudicar sua imagem e inviabilizar sua atuação política dentro da legenda.
A reportagem ressalta que o espaço permanece aberto para manifestação dos citados, a fim de que apresentem sua versão sobre os fatos narrados.