
A eleição para o Senado em Mato Grosso promete ser uma das disputas mais movimentadas de 2026. Dez candidatos foram lançados para concorrer às duas vagas que estarão em jogo neste domingo (4), colocando frente a frente nomes experientes da política estadual, lideranças do agronegócio, parlamentares e candidatos que tentam conquistar espaço pela primeira vez.
Entre os concorrentes estão dois ex-governadores, um senador em exercício, um ex-senador, um deputado federal, uma deputada estadual e nomes que chegam à disputa sem mandato eletivo.
A quantidade de candidaturas também amplia a disputa dentro dos próprios grupos políticos e torna a eleição pelas duas cadeiras uma das mais imprevisíveis do pleito.
Confira quem são os candidatos e seus respectivos suplentes:
Ex-presidente da Aprosoja Brasil e liderança ligada ao setor produtivo, Antônio Galvan volta a disputar uma vaga no Senado. Com atuação marcada pela defesa do agronegócio e posições alinhadas à direita, ele tenta novamente conquistar uma cadeira no Congresso.
A chapa tem Pastora Aline como primeira suplente e Saulo Patriota como segundo suplente.
Empresário e candidato pelo Agir, Beny Godoy disputa uma das duas vagas ao Senado com discurso voltado à direita conservadora, defesa da família, liberdade econômica, agro e segurança pública.
Joaci Campos é o primeiro suplente, enquanto Nataniel Almeida ocupa a segunda suplência.
Atual senador por Mato Grosso, Carlos Fávaro busca permanecer no Congresso por mais oito anos. Ex-vice-governador, chegou ao Senado em 2020 após vencer a eleição suplementar que ocupou a vaga deixada por Selma Arruda.
Durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fávaro também comandou o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Na chapa, Alexandre Schenkel é o primeiro suplente e Carmen Silvia Campos Machado ocupa a segunda suplência.
Darwin Salgado Germano, conhecido como Coronel Darwin, estreia em uma disputa eleitoral majoritária.
Na composição da chapa, Tenente Celio aparece como primeiro suplente e Sargento Leopoldo como segundo suplente.
Deputada estadual e uma das principais lideranças do MDB em Mato Grosso, Janaina Riva chega à disputa pelo Senado após construir uma trajetória de destaque na Assembleia Legislativa.
Filha do ex-deputado José Riva, ela exerce o terceiro mandato como deputada estadual e entra na eleição com forte presença política no Estado.
Danilo Trento será o primeiro suplente e Rafael Torres, o segundo.
Deputado federal e uma das principais lideranças do bolsonarismo em Mato Grosso, José Medeiros tenta retornar ao Senado, onde já exerceu mandato entre 2015 e 2019.
O candidato do PL tem Odílio Balbinotti Filho como primeiro suplente e Xuxu Dal Molin como segundo suplente.
Ex-senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti tenta voltar ao Senado. Empresária, ela assumiu a cadeira após a saída de Wellington Fagundes e passou a atuar no Congresso.
A empresária Jucélia Ferro é a primeira suplente. A segunda suplência ficou com a coronel da Polícia Militar Grasielle Paes Silva Bugalho, filiada ao Progressistas e ex-secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
Ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes encerrou neste ano seu segundo mandato à frente do Estado e agora disputa uma das duas vagas ao Senado.
O ex-governador entra na eleição com uma estrutura política construída ao longo de oito anos no Palácio Paiaguás e apoio de partidos que integram seu grupo político.
Cidinho Santos é o primeiro suplente e Elson Ramos ocupa a segunda suplência.
Nelson Carlos Ferreira Júnior é o segundo candidato do Agir ao Senado em Mato Grosso.
Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal, mas não foi eleito. Agora, tenta conquistar espaço no Senado.
Maria Guedes é a primeira suplente e Itioma Barros, a segunda.
Ex-governador e ex-senador por Mato Grosso, Pedro Taques retorna à disputa eleitoral em busca de uma nova cadeira no Congresso.
Taques foi senador pelo Estado entre 2011 e 2014 e governou Mato Grosso de 2015 a 2018.
Carlos Teti será o primeiro suplente e Guelda Cristina, a segunda suplente.
Com dez nomes na disputa para apenas duas cadeiras, a eleição para o Senado em Mato Grosso concentra uma combinação de experiência, força partidária, grupos políticos tradicionais e candidaturas que buscam romper o cenário já estabelecido.
Diferentemente da eleição para deputado, em que o eleitor escolhe apenas um nome, neste ano o eleitor mato-grossense deverá escolher dois candidatos ao Senado.
As duas maiores votações serão eleitas para mandatos de oito anos.