
A família do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, está arrecadando doações para custear as despesas do velório e do sepultamento do jovem, encontrado morto na quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. Ele estava desaparecido desde 26 de setembro.
A campanha solidária é organizada pelo Centro Acadêmico de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde Breno concluiu a graduação no início deste ano.
Em comunicado, o grupo pediu a colaboração de colegas, amigos e da comunidade para ajudar a família a garantir uma despedida digna ao professor. As contribuições podem ser feitas por qualquer valor, via Pix, pela chave de telefone (65) 99350-2711, em nome de Rafaela Aparecida H. de Moraes, irmã de Breno.
“Quem puder contribuir com qualquer valor vai fazer a diferença para garantir uma despedida digna”, diz a mensagem divulgada pela organização da campanha.
Breno estava desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa, na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta, por volta das 20h.
Inicialmente, o caso foi acompanhado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD). Com o avanço das investigações, a apuração passou para o Cartório de Homicídio Consumado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu.
Na tarde de quinta-feira (8), por volta das 14h, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, foi preso em uma construção na região do Manso, suspeito de envolvimento no caso.
Após cerca de sete horas de buscas e diligências, o corpo do professor foi localizado em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. A localização encerrou os 11 dias de procura, mas abriu uma nova etapa para a família, que agora busca esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
A Polícia Civil segue responsável pela investigação, que deverá esclarecer a dinâmica do crime e a possível motivação. O suspeito deve ser tratado como investigado até que haja uma conclusão judicial sobre sua responsabilidade.
Enquanto aguardam respostas, familiares, amigos e colegas se mobilizam para prestar as últimas homenagens ao professor.