
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reunia cerca de 3,3 milhões de seguidores.
A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de disseminar informações falsas e coordenar ataques contra o candidato à Presidência da República.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Nunes Marques considerou que o canal orientava a divulgação em massa de conteúdos já classificados como falsos pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estão acusações sobre supostas ligações de Flávio Bolsonaro com milícias e declarações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida.
Pela determinação, o WhatsApp deverá suspender o canal em até três horas após ser notificado. A medida permanecerá em vigor até a homologação do resultado do segundo turno presidencial.
A plataforma também terá 48 horas para apresentar informações sobre o canal e eventuais estruturas semelhantes administradas por Janones. Além disso, deverá preservar registros e mensagens pelo período de um ano.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão e informou que analisa as medidas jurídicas cabíveis. A determinação não atinge os perfis pessoais do deputado.
A decisão ocorre em meio à disputa eleitoral e à mobilização de apoiadores nas redes sociais, a duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.