
A Justiça colocou em liberdade os quatro alvos da operação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária, o Naco, deflagrada no dia 21. Eles são investigados por supostamente utilizar nomes de magistrados para aplicar golpes.
Foram soltos o guia turístico Felipe Marcelo da Silva Fontes Nazário, o advogado Rafael Valente, o sargento da Polícia Militar Eduardo Soares de Moraes e Christoffer Augusto dos Santos Souza. O grupo é apontado como responsável por criar perfis falsos em redes sociais, se passando por juízes de Mato Grosso, com o objetivo de extorquir vítimas.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a soltura ocorreu porque nem o Ministério Público Estadual nem a Polícia Civil solicitaram a conversão das prisões em preventivas. Com o fim do prazo das prisões temporárias, a Justiça determinou a liberação dos investigados.
As apurações tiveram impulso após um caso registrado em julho do ano passado. Na ocasião, o sargento Eduardo Soares de Moraes teria se passado pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, e contratado um motorista de aplicativo para entregar um envelope com 10 mil reais a um advogado, dentro da sede do tribunal.
A entrega do dinheiro foi barrada pela equipe de segurança do Judiciário, que desconfiou da situação. Eduardo Moraes acabou identificado por meio das câmeras do Fórum de Cuiabá. Ele foi preso em 12 de agosto de 2025, investigado por falsidade ideológica e associação criminosa.
Segundo a investigação, o valor teria sido enviado a pedido do sargento Jackson Pereira Barbosa, apontado como intermediário na morte do advogado Renato Nery, ocorrida em julho de 2024, em Cuiabá. O caso segue sob apuração.