De acordo com o boletim de ocorrência, a descoberta dos desvios começou na terça-feira (27), quando a própria funcionária procurou o advogado dizendo que havia dinheiro faltando nas contas. Questionada, ela teria confessado um furto inicial de cerca de R$ 55 mil, afirmando que usou o valor em jogos de azar eletrônicos.
Ao g1, o advogado — que preferiu não ter a identidade revelada — contou que, após a confissão, passou a verificar os extratos bancários e encontrou movimentações suspeitas ao longo de quatro meses. Somando todas as transações, o prejuízo ultrapassa R$ 1,3 milhão. Segundo ele, cerca de R$ 408 mil foram restituídos, mas a perda estimada ainda supera R$ 970 mil.
“Quando começou a faltar dinheiro para pagar as contas pequenas, ela me confessou que tinha feito esse desfalque de R$ 55 mil e que era para jogo. Mas, quando levantei os extratos, vi que o furo era bem maior. O valor está dando em torno de R$ 1,3 milhão”, relatou.
Conforme a denúncia, a ex-funcionária realizava transferências via PIX a partir de três contas distintas do advogado, chegando a enviar parte do dinheiro para a conta da própria mãe. Para não levantar suspeitas, ela devolvia pequenas quantias no mesmo dia.
A Polícia Civil informou que o caso está em investigação e que todas as movimentações financeiras serão analisadas para determinar a extensão do crime e possível participação de outras pessoas.
