O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, artisticamente conhecido como Oruam, foi oficialmente considerado foragido da Justiça na terça-feira (3), após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro revogar sua liberdade provisória e decretar prisão preventiva. A determinação ocorreu depois de constatar que ele descumpriu repetidamente as regras do monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Autoridades da Polícia Civil foram até a casa do artista no Rio de Janeiro, mas não o encontraram e, até o momento, ele segue sem localização confirmada.
Oruam respondia em liberdade, com acompanhamento eletrônico, por uma ação penal que investiga tentativa de homicídio qualificado contra agentes da Polícia Civil do Rio. A medida de monitoramento foi autorizada por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mais tarde retirou a decisão após receber relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontando violações frequentes.
Segundo a Seap, o artista apresentou 66 ocorrências de descumprimento do uso correto da tornozeleira desde novembro de 2025, sendo 21 registros considerados graves apenas no ano de 2026, em sua maioria relacionados à falta de carregamento da bateria e desligamentos prolongados do dispositivo. O equipamento chegou a ser substituído em dezembro, mas continuou a apresentar falhas por falta de recarga e permanece descarregado desde o início de fevereiro.
Diante desse histórico, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva. Com a revogação da liminar pelo STJ e a avaliação da juíza responsável de que as medidas alternativas foram insuficientes para garantir a ordem pública, a Justiça decidiu pela retomada da prisão.
A Polícia Civil segue as buscas por Oruam, que agora figura como foragido da Justiça.
