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Anvisa interdita leite condensado e apreende suplementos por irregularidades sanitárias

Produto lácteo foi reprovado em teste microbiológico, enquanto suplementos têm origem desconhecida e propaganda enganosa, segundo a agência

Por: REDAÇÃO
04/02/2026 às 11h25
 Anvisa interdita leite condensado e apreende suplementos por irregularidades sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita e a apreensão dos suplementos alimentares Glicojax e Durasil, após identificar irregularidades sanitárias e ausência de comprovação científica nas alegações divulgadas ao consumidor.

De acordo com a Anvisa, o lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico de Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O exame avalia a presença da bactéria Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens. Em concentrações elevadas, o microrganismo pode provocar intoxicações alimentares e outras doenças.

A agência atribuiu o produto à empresa Apti Alimentos. No entanto, a companhia se manifestou por meio de nota oficial afirmando que o leite condensado La Vaquita não integra o seu portfólio e que a associação feita pela Anvisa ocorreu de forma equivocada.

SUPLEMENTOS

No caso dos suplementos Glicojax e Durasil, a Anvisa informou que ambos possuem origem desconhecida e utilizam propagandas consideradas enganosas. O Glicojax divulga supostos benefícios terapêuticos, como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, melhora da saúde metabólica e controle do diabetes. Segundo a agência reguladora, essas alegações não têm comprovação científica.

Já o suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil, também sem apresentar informações sobre o fabricante. Apesar das irregularidades apontadas pela Anvisa, os produtos seguem sendo comercializados em plataformas de venda online, como Shopee e Mercado Livre.

A Anvisa reforça que consumidores devem ficar atentos à procedência de alimentos e suplementos, evitando produtos sem registro ou com promessas terapêuticas não comprovadas, e orienta que denúncias sejam feitas aos órgãos de vigilância sanitária.

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