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Operação Gorjeta: vereador cobra fiscalização em todos os institutos que recebem verbas da Câmara

A medida integra a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de R$ 676 mil em recursos públicos.

Redação
Por: Redação Fonte: Ana Santos
05/02/2026 às 07h02
Operação Gorjeta: vereador cobra fiscalização em todos os institutos que recebem verbas da Câmara

 

O vereador Coronel Dias (Cidadania) comentou a decisão do juiz Cássio Leite de Barros Neto, do Núcleo de Justiça das Garantias, que determinou auditoria nas emendas parlamentares destinadas por oito vereadores de Cuiabá ao Instituto Brasil Central (Ibrace). A medida integra a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de R$ 676 mil em recursos públicos.

Ao se posicionar, o parlamentar defendeu que a fiscalização não fique restrita aos nomes já citados na investigação, mas seja ampliada para todas as instituições que recebem verbas do Legislativo municipal. Segundo ele, é fundamental que os órgãos de controle compreendam o funcionamento desse tipo de mecanismo.

“Nós temos, obviamente, institutos criados com essa finalidade, de trazer a corrupção, de fazer as rachadinhas, de fazer os retornos políticos, como é chamado. Na verdade, é corrupção”, afirmou. Ele reforçou que a transparência é necessária para diferenciar projetos sociais legítimos de estruturas que, segundo sua avaliação, seriam criadas para desviar recursos.

“É importante que os órgãos de controle entendam esse mecanismo. Precisamos identificar em todas as instituições, de todos os vereadores e todos os institutos”, acrescentou.

A Operação Gorjeta apura possíveis crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Além do vereador Chico 2000 (sem partido), foram alvos seu chefe de gabinete, Rubens Vuolo Júnior; o empresário João Chiroli, proprietário da Chiroli Uniformes; Magali Gauna Felismino Chiroli; Joaci Conceição Silva, assessor do vereador Mário Nadaf; o presidente do Ibrace, Alex Jony Silva; além das empresas e instituições Chiroli Uniformes, Instituto Brasil Central e MT Mensura.

Sobre o desdobramento político do caso, Coronel Dias avaliou que a eventual abertura de uma Comissão Processante na Câmara Municipal é o instrumento adequado para apurar possíveis desvios de conduta, desde que fundamentada em documentos e provas reunidos na investigação.

“Qualquer documento que chegar a esta Casa será devidamente avaliado. Não será acobertado nenhum tipo de comportamento de qualquer um dos vereadores”, declarou.

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