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Paula Calil diz que críticas distorcem atuação institucional da Câmara Municipal de Cuiabá

“A política se constrói com competência, responsabilidade, coragem e compromisso com o bem comum, jamais por rótulos ou preconceitos”, enfatiza o texto.

Redação
Por: Redação Fonte: Ana Barros
05/02/2026 às 17h09 Atualizada em 05/02/2026 às 17h22
Paula Calil diz que críticas distorcem atuação institucional da Câmara Municipal de Cuiabá
Secom Câmara

 

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), divulgou nota pública nesta quinta-feira (5) para rebater declarações feitas pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos) durante sessão ordinária, que, segundo ela, colocaram em dúvida a legalidade e a atuação da Mesa Diretora da Casa.

No posicionamento, Paula Calil afirma que as manifestações do parlamentar podem induzir a população a interpretações equivocadas sobre a condução dos trabalhos legislativos e reforça que iniciativas individuais de vereadores, embora legítimas, não representam o posicionamento institucional da Câmara Municipal.

De acordo com a presidente, somente decisões oriundas de deliberação formal do plenário ou de manifestações dos órgãos diretivos competentes, nos termos do regimento interno, caracterizam posições oficiais do Legislativo. A representação institucional da Casa, inclusive junto à sociedade e à imprensa, é atribuição da Presidência e da Mesa Diretora.

A nota também critica o uso de um “feito histórico” como instrumento de cobrança ou insinuação direcionada às integrantes da Mesa Diretora, classificando a postura como uma desqualificação injusta de um trabalho coletivo, sério e responsável, construído com compromisso institucional.

A atual Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, eleita para o biênio 2025–2026, possui caráter inédito na história da capital mato-grossense. Pela primeira vez, o comando do Legislativo municipal é composto exclusivamente por mulheres eleitas pelo voto popular. Além de Paula Calil na presidência, integram a Mesa as vereadoras Maysa Leão (Republicanos), vice-presidente; Katiuscia Manteli (PSB), 1ª secretária; Michelly Alencar (União), 2ª vice-presidente; e Dra. Mara (Podemos), 2ª secretária.

Segundo a presidente, essa conquista é resultado de décadas de luta das mulheres por igualdade, respeito e participação nos espaços de poder, trajetória iniciada com o direito ao voto feminino no Brasil, em 1932. Para Paula Calil, a presença feminina nos parlamentos representa a consolidação da cidadania política das mulheres e o fortalecimento da democracia.

A nota destaca ainda que reduzir a atuação política feminina a discursos estereotipados configura desrespeito não apenas às vereadoras que integram a Mesa Diretora, mas também às cidadãs cuiabanas que confiaram seus votos às representantes eleitas.

“A política se constrói com competência, responsabilidade, coragem e compromisso com o bem comum, jamais por rótulos ou preconceitos”, enfatiza o texto.

Ao final, a presidência da Câmara reafirma que o Legislativo municipal deve ser um espaço de debate democrático, onde divergências políticas sejam tratadas com civilidade e respeito, e reforça que manifestações que menosprezem a participação feminina na política não representam os valores da Casa.

NOTA À IMPRENSA

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), vem a público restabelecer a verdade dos fatos diante de declarações que questionam indevidamente a atuação da Mesa Diretora. Tais manifestações, proferidas durante a sessão ordinária desta quinta-feira (5) pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), colocam em dúvida a legalidade dos atos praticados e podem induzir a população a interpretações equivocadas quanto à condução dos trabalhos legislativos.

Esclarece que iniciativas parlamentares individuais, embora legítimas e amparadas pelo livre exercício do mandato, não se confundem com posicionamentos institucionais da Câmara Municipal, os quais somente se caracterizam quando decorrentes de deliberação formal do Plenário ou de manifestação dos órgãos diretivos competentes, nos termos regimentais. A representação institucional do Poder Legislativo, inclusive perante a sociedade e a imprensa, é atribuição própria da Presidência e da Mesa Diretora.

Destaca que a utilização de um feito histórico como instrumento de cobrança ou de insinuação direcionada às integrantes da Mesa Diretora resulta na desqualificação injusta de um trabalho sério, coletivo e responsável, construído com compromisso institucional e dedicação às atribuições conferidas pelo mandato popular.

A Mesa Diretora, eleita democraticamente para o biênio 2025–2026, possui um significado histórico ímpar: pela primeira vez, na história da capital mato-grossense, sua composição é integralmente feminina, sob a presidência de Paula Calil, com Maysa Leão (Republicanos) na vice-presidência; Katiuscia Manteli (PSB) como 1ª secretária; Michelly Alencar (União), como 2ª vice-presidente; e Dra. Mara (Podemos) como 2ª secretária Todas vereadoras eleitas pelo voto popular.

Esse feito é fruto de décadas de luta das mulheres por igualdade, respeito, espaço e direitos civis, uma trajetória iniciada com a conquista do direito ao voto feminino no Brasil, em 1932, marco histórico que reconheceu a cidadania política das mulheres e possibilitou sua presença nos espaços de decisão. Essa conquista pavimentou o caminho que hoje se reflete na participação ativa das mulheres nos parlamentos municipais, estaduais e federais em todo o país, bandeiras defendidas arduamente pelas vereadoras na busca pela igualdade de gênero em todas as esferas que regem a sociedade.

Reduzir a atuação política feminina a discursos de cunho estereotipado não constitui apenas uma afronta às vereadoras que integram a Mesa Diretora, mas representa, sobretudo, um desrespeito às cidadãs cuiabanas que confiaram seu voto às suas representantes. A política se constrói com competência, responsabilidade, coragem e compromisso com o bem comum, jamais por rótulos ou preconceitos.

A atuação da Mesa Diretora feminina representa a concretização de um princípio fundamental da democracia: a representatividade social e a promoção da igualdade de gênero. Mulher na política não é símbolo decorativo: é força, capacidade e legitimidade democrática. Esta Casa tem o dever de promover debates que valorizem ideias, trabalho sério e respeito mútuo entre os pares, sem espaço para discursos que diminuam ou desqualifiquem colegas em razão de gênero.

Reafirmamos, por fim, que a Câmara Municipal de Cuiabá promove um ambiente democrático, no qual divergências políticas devem ser debatidas com civilidade e respeito, e que manifestações que menosprezem a participação feminina na política não representam os valores desta Casa Legislativa.

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