
A personal trainer Débora Sander utilizou suas redes sociais para relatar episódios de violência sexual e agressões que afirma ter sofrido durante o casamento com o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Sanderson Ferreira de Castro Souza.
Segundo a profissional, os abusos ocorreram ao longo do relacionamento. Ela afirma que decidiu expor detalhes publicamente após a decisão da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que revisou a dosimetria da pena imposta ao policial.
Inicialmente, o investigador havia sido condenado a 15 anos de prisão por lesão corporal e estupro contra a então esposa. Posteriormente, houve reavaliação da pena após absolvição relacionada ao crime de natureza sexual, conforme decisão judicial.
Nas transmissões, Débora relatou que era coagida a praticar atos contra sua vontade e que sofria ameaças. Ela também afirmou que não havia detalhado parte das acusações em depoimento formal anterior por orientação jurídica, sob o argumento de que as provas já reunidas seriam suficientes para o processo.
Em uma das falas públicas, declarou que optou por tornar os relatos mais detalhados após a soltura do ex-marido. Segundo ela, a decisão teve como objetivo expor sua versão dos fatos diante da repercussão judicial.
Decisão pós-soltura
Débora afirmou que buscou as autoridades responsáveis pela investigação antes de se manifestar publicamente. Segundo seu relato, foi orientada de que os elementos já existentes nos autos seriam suficientes para instrução processual.
Após a revisão da decisão judicial, ela declarou que considerou necessário apresentar novas informações ao público. A profissional também criticou o entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça.
O caso segue no âmbito judicial e envolve recursos e desdobramentos processuais.
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