
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou nesta sexta-feira (31) que o Legislativo não será omisso diante das denúncias contra os vereadores afastados Chico 2000 e Sargento Joelson (PSB), acusados de terem recebido propina para aprovar um projeto do Executivo na legislatura anterior.
Segundo a parlamentar, apesar de o caso ainda tramitar sob segredo de Justiça, a Câmara está atenta e pronta para agir assim que tiver acesso às informações do inquérito.
“Não temos acesso aos autos do processo, mas quero deixar muito claro que a gente jamais vai sentar em cima”, declarou Paula em entrevista à imprensa. “A Câmara Municipal não vai se omitir a uma situação dessas, mas é necessário também que tenhamos acesso às provas contra os dois vereadores, que hoje ainda não temos.”
Paula ressaltou que, com o afastamento de Chico 2000 e Joelson, a Justiça determinou o bloqueio imediato dos salários, verbas indenizatórias e demais benefícios dos parlamentares, incluindo o auxílio saúde. “Eles estão afastados, sem direito a nada”, frisou.
A vereadora destacou ainda que a Casa está aguardando autorização para ter acesso ao inquérito policial. “A juíza entendeu que, se a gente tivesse acesso ao processo neste momento, poderia prejudicar as investigações”, explicou.
Além da crise envolvendo os dois parlamentares, outro impasse surgiu com a substituição dos afastados. Segundo o ex-governador Júlio Campos, o segundo suplente Xuxu Dalmolin se recusou a abrir mão de sua vaga na Câmara, enquanto o primeiro suplente Gilberto Figueiredo havia concordado em não assumir. “Deu esse imbróglio, e para evitar uma briga maior, o deputado Eduardo Botelho recuou da licença. Vamos aguardar pacificar”, afirmou Campos.
As acusações contra os vereadores afastados seguem sob investigação judicial. Enquanto isso, o clima de instabilidade política continua no Legislativo da capital mato-grossense.