
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira (27) em alta, impulsionados por uma redução nos estoques americanos que superou as expectativas do mercado. O petróleo WTI para outubro avançou 1,42%, atingindo US$ 64,15 por barril, enquanto o Brent para novembro subiu 1,10%, fechando a US$ 67,44 por barril.
Segundo o Departamento de Energia dos EUA (DoE), os estoques de petróleo caíram 2,392 milhões de barris na semana passada, totalizando 418,292 milhões de barris. Analistas previam uma redução menor, de 1,9 milhão de barris. Essa queda inesperada aumentou as expectativas de que a oferta da commodity possa estar mais apertada, o que geralmente leva a uma valorização dos preços.
Além disso, o mercado acompanhou a implementação de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de petróleo da Índia, em resposta às compras do país de óleo russo. A medida gerou tensões comerciais, mas também indicou uma possível reconfiguração nos fluxos globais de petróleo, com a Índia buscando alternativas para atender à sua demanda energética.
Em termos de perspectiva futura, o Bank of America alertou que os mercados globais de petróleo podem enfrentar um excedente de cerca de 900 mil barris por dia ao longo dos próximos 12 meses. Isso poderia pressionar os preços do Brent para uma média de US$ 63,50 por barril no segundo semestre de 2025, caso a oferta continue a superar a demanda.
No cenário geopolítico, autoridades de Israel e dos EUA devem se reunir para discutir a situação da Faixa de Gaza no pós-guerra. Apesar das tensões, o secretário do Tesouro dos EUA expressou otimismo quanto à possibilidade de um entendimento com a Índia sobre as tarifas, indicando que o mercado está atento não apenas aos dados econômicos, mas também aos desenvolvimentos políticos que podem influenciar a dinâmica do petróleo.