Apesar da convocação oficial e da presença de autoridades e representantes de movimentos alinhados ao governo, o espaço central da Praça dos Três Poderes permaneceu com fluxo reduzido de pessoas no horário previsto para a mobilização. O cenário contrastou com grandes manifestações já realizadas no local em outros momentos da história política recente do país.
O ato foi organizado para marcar a data que relembra os episódios ocorridos há três anos, quando prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal foram invadidos durante uma manifestação em Brasília. A programação incluiu uma cerimônia institucional no Palácio do Planalto, seguida de atividades simbólicas na área externa.
Mesmo com a mobilização de militantes e integrantes de movimentos sociais, a maior concentração de participantes ficou restrita às proximidades do Planalto, enquanto a Praça dos Três Poderes seguiu com espaços vazios ao longo da manhã. A baixa adesão chamou a atenção de quem acompanhava o evento.
O esvaziamento do local gerou avaliações distintas nos bastidores políticos. Aliados do governo minimizaram o número de participantes, destacando o caráter institucional da data, enquanto críticos apontaram a dificuldade de engajamento popular em atos convocados pelo Palácio do Planalto.
A agenda do 8 de janeiro faz parte das ações do governo federal para reforçar o discurso de defesa das instituições e da ordem democrática, em meio ao debate político que ainda envolve os desdobramentos dos acontecimentos de 2023.
