A Prefeitura de Cuiabá está nos ajustes finais para colocar em prática um dos projetos mais comentados da política de saúde local: a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS. O programa Cuiabá Mais Leve, idealizado pelo prefeito Abilio Brunini, entra agora na reta decisiva e deve ser oficialmente concluído até março de 2026, segundo previsão do próprio gestor.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a regulamentação do uso das canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde está em fase final e tende a ser concluída até o fim do primeiro trimestre deste ano. De acordo com ele, o município trabalha na consolidação de um protocolo técnico que vai definir critérios, indicações e procedimentos para a utilização dos medicamentos na rede pública.
Segundo Abilio, por se tratar de fármacos relativamente novos e que ainda não integram o rol regular do SUS, o processo exige cautela e responsabilidade. Ele destacou que equipes médicas e gestores da saúde pública estão envolvidos na construção das regras para garantir segurança, efetividade e controle no uso dos produtos.
O projeto Cuiabá Mais Leve prevê a distribuição gratuita de medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy para pacientes que apresentem indicação médica. Para viabilizar a iniciativa, o prefeito destinou R$ 1,2 milhão do orçamento municipal para a compra das canetas, valor que foi reforçado por mais R$ 1,2 milhão em emendas da vereadora Michelly Alencar (União). Ao todo, o programa contará com R$ 2,4 milhões em recursos para aquisição dos medicamentos, cujos preços variam entre R$ 700 e R$ 3 mil por unidade, conforme a dosagem.
Embora anunciado em junho de 2025, o projeto teve o cronograma ajustado por conta da necessidade de definição de um protocolo oficial para o uso no SUS, o que envolve análise técnica, critérios clínicos e adequação às normas do sistema público de saúde.
Abilio afirmou que a proposta está em estágio avançado e que o município trabalha para que o programa seja efetivamente iniciado ainda neste primeiro trimestre de 2026. O prefeito ressaltou que, diferentemente da iniciativa privada, onde o acesso ao tratamento é mais rápido, o setor público precisa cumprir etapas regulatórias para garantir segurança aos pacientes e transparência no uso dos recursos.
