O primo da adolescente de 17 anos apreendida por tentar envenenar a própria família, em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, quebrou o silêncio e detalhou como percebeu que a comida que havia recebido estava adulterada. Segundo ele, a desconfiança surgiu logo nas primeiras garfadas, quando notou uma textura incomum no alimento.
De acordo com o relato prestado às autoridades, a refeição apresentava uma consistência parecida com areia, o que o levou a interromper imediatamente o consumo. O homem afirmou que costuma receber marmitas preparadas na casa da família, já que paga mensalmente à mãe da adolescente pelo preparo das refeições que leva diariamente para o trabalho como pedreiro.
No dia do ocorrido, ao perceber a substância estranha na comida, ele questionou o pai da jovem sobre o que poderia ser o material encontrado no prato. “Parei para almoçar por volta das 11h e, nas primeiras garfadas, percebi que a comida estava com um aspecto diferente, parecia areia. Avisei um primo que estava comigo na obra e ele ligou para a esposa orientando a não comer da marmita”, contou.
Após o alerta, o pai da adolescente examinou a refeição, gravou um vídeo e enviou para a esposa. Em seguida, foi até a residência da família, onde a mulher confirmou que a substância misturada à comida era veneno para rato, conhecido como chumbinho. Ela informou ainda que havia comprado o produto anteriormente para combater roedores na casa.
Diante da suspeita de ingestão do veneno, o primo foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde recebeu atendimento médico e passou por lavagem estomacal como medida preventiva.
A adolescente foi apreendida em flagrante por ato infracional análogo à tentativa de homicídio e conduzida à Delegacia de Polícia Civil, acompanhada de um representante legal. Posteriormente, ela foi apresentada à Promotoria da Infância e da Juventude.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Nova Serrana, que apura as circunstâncias e a motivação da tentativa de envenenamento.
