O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli, filiado ao PL, entrou no radar do Partido Novo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Policial federal e alinhado ao bolsonarismo, Ranalli foi citado em levantamentos recentes da Paraná Pesquisas, fator que despertou o interesse da legenda, que busca fortalecer uma composição de direita com menor dispersão de votos.
Nos bastidores, dirigentes do Novo avaliam que, com duas vagas em disputa ao Senado, a construção de candidaturas alinhadas ao campo bolsonarista é estratégica para evitar pulverização eleitoral. Ranalli, inclusive, já defendeu publicamente a formação de uma chamada chapa pura e afirmou ser contrário à presença de nomes considerados oportunistas na disputa.
Uma reunião entre lideranças partidárias deve ocorrer nos próximos dias para tratar do tema. A movimentação chegou ao conhecimento do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que teria feito contato com Ananias Martins, presidente estadual do partido em Mato Grosso.
De acordo com interlocutores, Ranalli só aceitaria concorrer ao Senado com o aval formal do PL. O próprio Ananias já declarou, em diferentes ocasiões, que o vereador está preparado para voos mais altos. Em declarações públicas, o dirigente chegou a se referir a Ranalli como um “camisa 9” da sigla, destacando sua capacidade de atuar em diferentes cenários políticos.
A aproximação entre PL e Novo não é inédita. No Rio Grande do Sul, as duas legendas formalizaram aliança com um desenho definido para 2026, incluindo pré-candidaturas ao governo estadual e ao Senado. Em Santa Catarina, o Novo também entrou no tabuleiro ao convidar a deputada Carol de Toni, do PL, para disputar o Senado, em meio a rearranjos internos provocados pela possível entrada de Carlos Bolsonaro na corrida eleitoral do estado.

